Madeira e móveis
DOF cruzado com NF-e para Lacey Act, além de CAR, desmatamento e embargos.
O ponto crítico: a Lacey Act americana
Para exportadores de madeira e móveis com destino aos Estados Unidos, o ponto crítico é a Lacey Act: o formulário PPQ 505/505B exige o nome científico da espécie (gênero e espécie em latim), um dado que o DOF (Documento de Origem Florestal) brasileiro frequentemente não traz completo — o nome comercial da madeira ("ipê", "cumaru") aparece, mas o nome científico exato, que resolve a ambiguidade entre espécies com o mesmo nome popular, muitas vezes não.
O FornecedorIntel cruza o DOF informado com a NF-e de movimentação de madeira e sinaliza especificamente a ausência do nome científico — antes que isso vire um problema no despacho aduaneiro americano, não depois, quando o embarque já está retido.
Para exportadores que vendem para a Europa
Madeira e produtos derivados também estão entre os itens cobertos pela EUDR. Como em qualquer cadeia que envolve propriedade rural de origem, CAR, desmatamento (INPE/PRODES e DETER) e embargos do IBAMA continuam sendo monitorados normalmente — a mesma base de evidência que sustenta a Lacey Act também é parte do que a EUDR pede, com a diferença de que a EUDR foca em desmatamento e a Lacey Act foca em legalidade de origem da espécie.
Por que o DOF sozinho não resolve
O DOF autoriza o transporte, mas não existe uma API pública para validar um DOF em tempo real — a única consulta oficial do IBAMA é protegida por captcha, sem endpoint programático. Isso significa que, na prática, o DOF é um documento de confiança do fornecedor, da mesma forma que a GTA é na pecuária. O cruzamento com a NF-e, que tem origem fiscal independente, é o que dá consistência adicional a essa informação.